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domingo, 2 de fevereiro de 2020

Músico é morto pela sobrinha de 13 anos após briga familiar em São Domingos

Foto: Arquivo Pessoal
Um músico de 42 anos foi assassinado com um golpe de faca na noite de sábado, 1º, em frente a casa onde ele morava, na cidade de São Domingos-BA, na região sisaleira, a 73 quilômetros de Serrinha.

De acordo com o Portal Cleriston Silva, a autora do crime teria sido a próprio sobrinha da vítima, de 13 anos, após o tio entrar em uma discussão com ela. O motivo da briga ainda é desconhecido.

Durante o bate-boca a adolescente pegou uma faca e esfaqueou o tio na altura do peito. Denilton Afonso de Jesus não resistiu e morreu antes de ser socorrido. Após o crime, a menor foi localizada e encaminhada à Delegacia de Polícia Judiciária para a adoção das medidas cabíveis.

A polícia isolou o local do assassinato até a chegada da perícia técnica e após os trabalhos que devem auxiliar nas investigações, o corpo da vítima foi encaminhado até o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Serrinha.

Jovem é encontrado morto em Baixa Grande

Na manhã deste domingo, 02 de fevereiro de 2020, um jovem foi encontrado morto com sinais de agressividades, nas proximidades do lixão, em Baixa Grande-BA.
De acordo com as primeiras informações, o jovem foi identificado como Anderson de Jesus Ribeiro, conhecido como Parêa, de 20 anos.
O jovem morava em Baixa Grande. O corpo será encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) para ser necropsiado.
Fonte: Agmar Rios

Acidente com vítima fatal no município de Serrolândia

Por volta das 05h00 da manhã deste domingo 02 de fevereiro 2020, um acidente ceifou a vida da jovem Silmara Santos Silva de apenas 24 anos de idade. Segundo informações, a vítima estaria na garupa de uma moto Honda CG vindo do povoado de Salamin onde acontece o tradicional Salafolia.
Ao retornar para Serrolândia, nas proximidades do antigo cafofo como é conhecido, pela BA-417 entre Novolândia e a sede de Serrolândia, a moto em que Silmara estava foi atingida pela traseira por um veículo pálio, com o impacto a moto foi lançada cerca de 30 metros, e Selma, que supostamente estaria sem capacete morreu no local, o condutor da moto que ainda não foi identificado, teria fugido pelo matagal em um estado de choque, já o motorista do Fiat Pálio, que também não foi identificado pela nossa reportagem deverá sofrer as sanções penais, caso fique comprovada a condução perigosa.

Silmaria residia no Bairro Contornolândia na cidade de Serrolândia, seu corpo até o fechamento da matéria permanece as margens da BA, a Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Federal estão no local do acidente.

Fonte: Portal Serrolândia

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Infectologista explica como acontece contágio pelo coronavírus e quais as medidas de prevenção

O novo coronavírus, que teve início na China, onde já matou 213 pessoas, chegou a 19 países e infectou 9.720 pessoas em todo o mundo, segundo os últimos dados da Organização Mundial de Saúde. A epidemia tem deixado o planeta em estado de alerta e as pessoas em busca de informações sobre como se proteger. Para tentar esclarecer as principais questões a respeito do assunto, o Acorda Cidade ouviu a médica infectologista Normeide Pedreira. Nesta ampla entrevista ela explica, dentre outras questões, as características da doença causada pelo vírus, meios de contaminação, prevenção e quais públicos estão mais suscetíveis.

Leia na íntegra.
Acorda Cidade - O que é novo coronavírus?
Normeide Pedreira - O coronavírus já é antigo, não é de agora. Ele causa doença respiratória e intestinal em animais e humanos há muito tempo. Entretanto, parece ter havido uma mutação e isso está sendo bem estudado, transformando este em um novo corona vírus. O novo refere-se ao potencial de gravidade de doença que esse vírus está manifestando, diferente do coronavírus habitual. Nós já tivemos outras epidemias por coronavírus. Tivemos síndrome respiratória aguda grave em 2002 pelo coronavírus, que começou na China também. Tivemos o do Oriente Médio em 2012, então o coronavírus não é novidade, assim como não é novidade ele causar doença e nem doença grave. O que acontece é que esse coronavírus que está agora se espalhando tão rapidamente é que tem alguma coisa diferente, ele provavelmente sofreu mutações e está sendo bastante estudado. Inclusive, os chineses conseguiram isolar muito rapidamente, mapear o vírus.
AC - O que é isolar na linguagem médica?
NP - Pegar uma secreção que pode ser um catarro ou qualquer líquido do corpo e encontrar o vírus, identificar e dizer qual é o vírus, dar o nome a aquele vírus ou aquela bactéria. Os chineses já identificaram que esse coronavírus é diferente do outro.
AC - O que é a mutação do vírus?
NP - A mutação é uma mudança na parte genética do vírus, que faz ele ficar mais fraco ou mais forte, geralmente fazendo ficar mais forte. Essas mudanças ocorrem de várias formas ou vários motivos e isso não é somente com o coronavírus. Por exemplo, o vírus influenza sofre mutações todo ano, por isso que a vacina é diferente todo ano, porque o vírus a cada ano ele vai se modificando. Felizmente, não são todos os vírus que vivem mudando tanto, porque senão seria muito difícil controlar as doenças. Para a influenza nós temos a vacina, mas para o coronavírus não temos e para outros tantos vírus que não também não.
AC - A forma de transmissão do coronavírus é a mesma da gripe comum?
NP - É bem semelhante. A forma de transmissão é pelo ar, pela respiração. Se você estiver em um ambiente onde tem um doente com coronavírus, esse doente tossir ou espirrar, ele vai espalhar o vírus pelo ar e há uma grande chance de todos que estão naquele ambiente ou pelo menos alguns adquirirem o vírus, porque cão respirar um ar que está contaminado. Outra forma é através de objetos. A pessoa que está infectada pelo vírus espirra ou tosse na mão, no braço ou em um lenço e depois, com essas mãos contaminadas, vai pegar na maçaneta da porta, no celular, na caneta, e vários objetos e esses objetos também podem transmitir se estiverem contaminados, porque quem pegar neles pode passar a mão nos olhos, no nariz ou na boca, entregando esse vírus para o corpo. Outra forma é compartilhamento de talheres, copos, garrafas e pratos. Os utensílios também devem ser isolados, devem ser separados para aquele doente.

AC - Então é por isso a preocupação mundial, porque se espalha rapidamente?


NP - Sim. Todas as doenças respiratórias se espalham muito rapidamente e nós temos um agravante, é que nos países onde os casos estão ocorrendo é inverno. No inverno, as pessoas tendem a se aglomerar mais, a ficar mais em ambientes fechados. Quanto mais fechado e mais pessoas próximas umas das outras, maior o risco de transmissão do vírus por vias respiratórias.

AC - Com o mapeamento do novo coronavírus é possível criar vacina?
NP - Sim, já é um bom caminho para se chegar a uma vacina. O que ocorre é que para se conseguir vacinas e vacinas adequadas para proteger a população, é um processo bastante demorado. Quando ocorrem epidemias ou endemias de doenças que se tem uma vacina muito promissora, às vezes se consegue até acelerar um pouco esse processo, mas, de qualquer forma, é um processo demorado. Para se ter uma ideia, uma vacina para chegar para o púbico leva em torno de 10 anos de pesquisa. Numa situação como essa, é possível que leve menos tempo. Uma das dificuldades que se tem é mapear o genoma do organismo, conhecer aquele vírus, aquela bactéria e isso é uma coisa que a gente já tem. Então, vai agora ter que descobrir qual é a parte do vírus que é mais importante para fazer a vacina e vai ter que ver como vai conseguir fazer essa vacina para induzir proteção. A vacina vai sendo testada em números diferentes de pessoas, de acordo com a etapa de produção. É um processo complexo, caro e demorado. Produzir uma vacina não é da noite pro dia, mas quanto mais cedo se começa, mais cedo se termina.
AC - Quais são os principais sintomas? Tem um equipamento que identifica se a pessoa tem o coronavírus ou não, não é?
NP - Aquele aparelho é um termômetro de infravermelho para identificar se o indivíduo está com febre, porque se tiver febre é uma suspeita que ele possa estar com alguma doença, inclusive com o coronavírus.
AC - É valida a preocupação em realizar o carnaval, pela proliferação desse vírus?
NP - Nós não temos casos confirmados no Brasil. Não parece haver, no momento, uma preocupação em ter que suspender o Carnaval. As medidas da vigilância epidemiologia e da vigilância sanitária que estão sendo tomadas para tentar evitar que o vírus entre e chegue ao Brasil, tentar evitar que pessoas doentes se misturem com a população, são medidas importantes. Então, para o momento, não parece haver uma indicação, uma necessidade de suspender o carnaval. Lembrar que cada pessoa deve se proteger e pensar na sua proteção individual, não pensar somente na proteção coletiva, porque se cada um fizer a sua parte, também estaremos nos protegendo e protegendo os outros. Evitar contato com doentes, ter uma boa higiene, lavar as mãos com frequência após tocar objetos, ter sempre um álcool em gel na bolsa. Lavar as mãos bem lavadas, com duração de pelo menos 20 segundos, assim como o álcool em gel. Só lavar com água não é suficiente, é necessário que lave com sabão. Se fizermos isso e evitarmos passar a mão em boca, olhos ou nariz, já estamos em meio caminho andado para prevenção, sem esquecer de não compartilhar objetos que podem se contaminar com saliva como pratos, garrafas e talheres.
AC - Como podemos detectar essa doença? Existe algum enxame?
NP - Para detectar a doença são pelos sintomas clínicos, que são sintomas semelhantes aos da gripe mesmo. Tosse, dor de garganta, febre, dores no corpo. Algumas pessoas que tem coronavírus podem ter diarréia, porque o vírus pode levar a alterações intestinais, mas de modo geral é doença respiratória. Esse novo coronavírus o diferencial dele é que rapidamente evolui para insuficiência respiratória. É uma falta de ar importante que vai piorando. O diferencial dele é a gravidade e o risco de complicação e morte. A pessoa começa com sinais de gripe, pode evoluir para pneumonia e para insuficiência respiratória e chegar à morte. Mas é todo doente que vai morrer? Não. Têm pessoas com infecções pelo coronavírus que podem não ter sintomas ou ter sintomas leves. O novo coronavírus não é ainda tão conhecido a ponto de detalhar muita coisa, é um vírus que está se apresentando e esse conhecimento pode demorar um pouco mais. Clinicamente, é isso. A detecção a nível de laboratório é um material de nasofaringe, um catarro mesmo lá atrás de colhe no nariz com um equipamento estilo cotonete gigante que se passa pelo nariz e colhe uma secreção bem lá dentro. Essa secreção passa por um exame para ver se o vírus está ali. Esse não é um exame disponível para a população geral. Alguns países já têm, outros não e que vai chegar em todos os lugares, se essa epidemia continuar.
AC - Os produtos que vêm da China podem estar contaminados por serem manuseados?
NP - Esses produtos, na sua maioria, vêm de navio. Levam um mês, dois meses ou até mais para chegarem ao Brasil. Não é um tempo suficiente para a sobrevivência do vírus nesses materiais pelo conhecimento que se tem. Esse novo coronavírus é preciso que se descubra e informe ainda a sobrevivência em objetos. Por quanto tempo, em que condições de ambiente, porque cada microrganismo vai sobreviver a uma determinada temperatura, condições ideais para ele. Esses produtos demoram tanto tempo pra chegar que não se espera que estejam contaminado.
AC - É necessário que mude a alimentação para fortalecer o sistema imunológico?
NP - Em relação a melhorar a alimentação, isso não é algo que deve ser feito só por conta do coronavírus. Mudar estilo de vida tem sido comprovado que salva a vida de todo mundo em relação a ter uma alimentação saudável e a praticar exercício, isso sempre para evitar a grande maioria das doenças. Quem não mudou estilo de vida, muda não por conta do coronavírus e não desiste de manter um estilo de vida saudável porque a epidemia acabou. A gente tem que manter estilo de vida saudável a vida toda. Ter uma boa alimentação, hidratação, diminuir nível de estresse, ter uma carga horária de sono adequada, tudo isso aumenta a defesa do individuo sem duvida.
AC - A mascara protege de fato de uma contaminação?
NP - A mascara protege sim, mas tem que se saber usar. Não pode usar a mascara, depois colocar no bolso, na bolsa e mais tarde usar novamente. É uma mascara descartável. A mascara cirúrgica, que é a mascara comum, ela protege e tem uma outra que é usada pela equipe de saúde em pacientes com maior risco de contaminação ou em situações até para outras pessoas que têm o risco mais alto. A população em geral nas ruas é a mascara cirúrgica mesmo.
AC - Pessoas com asma têm maior propensão a pegar o vírus?
NP - De modo geral, os doentes crônicos têm um risco maior de complicações de doenças infecciosas, virais e bacterianas. A asma é uma doença respiratória e crônica que tem leve, moderada e grave. A asma que mais apresenta risco de complicações é a grave e a moderada, a leve complica menos. Esses doentes de asma têm um risco de complicar que é maior de que outras pessoas sem asma. Doentes crônicos de modo geral, doentes de coração, diabéticos e outros, eles têm um risco maior de complicar as doenças, inclusive o coronavírus. Os idosos também. A mortalidade dos idosos por vírus é superior a mortalidade dos adultos.
AC - O coronavírus está associado à ingestão de animais por chineses como cobras, morcegos?
NP - Esse vírus está presente em alguns animais. Infecta animais, infecta humanos e essa epidemia atual acredita-se ter começado em um mercado que comercializa animais vivos, vários tipos de animais para consumo humano. O cozimento desses animais é algo que pode evitar a doença, mas é um novo vírus e é preciso que se saiba um pouco mais, qual a temperatura que inativa esse vírus para ver se o cozimento pode destruir o vírus ou não. Mas acredita-se que tenha vindo desse mercado de animais vivos para comercialização de alimento humano.
AC - A ingestão de chá de erva-doce pode evitar o contágio com o vírus?
NP - Na verdade, há muitas plantas que já têm evidencias cientificas de que tratam algumas doenças. Entretanto, não há essa ligação entre o chá de erva-doce e a prevenção de doenças infecciosas e, até se houvesse, não seria o chá. Existe uma diferença entre fitomedicamento e aquele medicamento de planta que você faz em casa. O fitomedicamento tem uma quantidade da planta que já foi testada e que já foi aprovada para tratar uma doença. Aquele xarope caseirovocê não tem essa dosagem de substância capaz de tratar nem de prevenir doenças.
AC - O tratamento está definido?
NP - Não há um tratamento específico contra o vírus. Por exemplo, para o vírus influenza tem um remédio, tem tratamento especifico. Para esse vírus não há. São medidas gerais para melhorar o estado geral do paciente. São medidas que a gente chama de suporte, manter o paciente hidratado, oxigenado e cada paciente, de acordo com gravidade, vai precisar de medidas diferentes, mas o suporte de oxigênio é o mais importante para esse paciente que desenvolver a falta de respiração.
AC – O fato de os exames não serem disponíveis para todos, inclusive no Brasil, e a falta de estrutura hospitalar devem nos preocupar?
NP - Em relação ao exame, nós não temos para a população geral, mas certamente os casos suspeitos e que estão sob investigação têm acesso ao exame. O Ministério da Saúde toma essas providências. Se eu tiver com sinais de resfriado ou gripe e eu quiser fazer o exame, não está disponível comercialmente. Chegou no hospital e está suspeito, o paciente tem que deslocar para uma unidade que tenha recurso para investigar e as autoridades nacionais vão tomar conta do caso. Em relação a estrutura hospitalar, temos excelentes hospitais, mas eles estão concentrados nas cidades maiores, e excelentes profissionais que precisam ser capacitados para enfrentar essas epidemias e os hospitais também precisam ser aparelhados para isso. Se o paciente precisa de suporte ventilatório, de oxigênio oferecido por máquina, tem que ter essas máquinas, mas nem todos têm, apenas os de complexidade maior.
AC - Qual é o publico alvo que está sendo mais atingido?
NP - Crianças não fazem parte do maior número atualmente, crianças e adolescentes não têm adoecido como adultos. Os adultos é que estão sendo o publico. Os que estão mais acometidos são adultos e idosos. Lembrar que idoso tem um risco muito maior de complicações.
Fonte: Acorda cidade / Colaborou a estagiária Maylla Nunes

Engenheira morre após explosão de Pedreira em Feira de Santana

Morreu vítima de uma explosão no interior da Pedreira Rio Branco, no bairro Nova Esperança, em Feira de Santana, a engenheira de minas Cibelle Araujo Ledo, 35 anos. A explosão ocorreu na noite de sexta-feira (31).

Segundo a polícia, Cibelle sofreu escoriações no abdômen, tórax, lesão no pescoço e sangramento na cabeça. Segundo a polícia, a vítima trabalhava com materiais explosivos na empresa e tinha ido ao local fazer o descarte de algum material. Ainda não há informações de como ocorreu o acidente.
Ainda segundo a polícia, o funcionário Roberto da Silva ficou ferido durante a explosão. Ele foi socorrido para o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), ficando em observação médica. Não há informações sobre o estado de saúde dele.

O delegado Gustavo Coutinho efetuou o levantamento cadavérico juntamente com peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT), para onde o corpo da engenheira foi encaminhado.

Explosão em pedreira ‘Parecia um terremoto’

As pessoas relataram que ouviram um estrondo e sentiram o chão tremer. Sem saber do que se tratava, muitos acreditaram que poderia ter sido um terremoto.

“Ouvi um enorme abalo, como se fosse um prédio caindo, mas não soube o que era. Eu estava na rua e entrei na farmácia. A atendente estava nervosa e tremendo muito. Eu perguntei o que tinha acontecido e ela disse que o chão tremeu e o teto balançou. Depois fiquei sabendo que foi a explosão da pedreira. Ouvi um estouro só, mas com uma proporção muito forte. Tinha um rapaz perto de mim que achou que fosse um terremoto e eu fiquei com muito medo”, relatou Gilvania Coutinho Oliveira, moradora do bairro Gabriela.

O comerciário Osni Freitas, que trabalha em uma farmácia no bairro Gabriela, também contou que se assustou com o barulho. Ele diz que várias pessoas estavam no estabelecimento na hora da explosão e que todos sentiram o tremor do chão.

“Foi por volta de umas 18h30 que sentimos esse abalo. Foi muito estranho e parecia um terremoto mesmo. Imaginamos que o teto poderia desabar e saímos pra olhar o que ocorreu, mas não vimos nada. O chão tremeu e todos ficaram assustados. Foi bem rápido, em torno de um segundo, mas foi o suficiente pra assustar todo mundo. Foi a primeira vez que isso ocorreu aqui e as pessoas não sabiam o que de fato tinha ocorrido”, disse.

Moradores dos bairros Pedra Ferrada, Jardim Cruzeiro, Campo do Gado Novo e Sitio Novo também relataram ter ouvido a explosão e sentido um tremor de terra.
Fonte: Acorda Cidade

Cantor sertanejo morre em acidente de moto logo após show

O cantor sertanejo Samuel, que fazia dupla com Gustavo, morreu na madrugada deste sábado (1) ao sofrer acidente de moto em Cuiabá, no Mato Grosso.

O artista de 29 anos, que tinha como nome de batismo Lindenberg de Medeiros Malaquias, pilotava a motocicleta na Avenida Dante de Oliveira quando perdeu o controle do veículo, bateu no meio-fio e foi arremessado de cabeça em um poste.

Samuel, que tinha acabado de se apresentar com o parceiro em um bar sertanejo, morreu antes mesmo da chegada do socorro. O corpo foi encaminhado para Instituto Médico Legal (IML) de Cuiabá.

A morte foi confirmada no perfil oficial da dupla no Instagram. “LUTO. Eu, Gustavo, com muita tristeza no meu coração venho informar a todos os nossos amigos que o meu parceiro Samuel faleceu essa madrugada num acidente de moto. Desculpe por não responder todos agora. Foi um acidente e moto, assim que for decidido o local do velório eu avisarei aqui”, diz o texto publicado no Stories.

Gustavo e Samuel tinham um show agendado para a noite deste sábado (1), em Cáceres, também no Mato Grosso.

Foto: reprodução/Instagram

Quem são os criminosos mais procurados do Brasil?

Foto: Ilustrativa
“O Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria de Operações Integradas (Seopi), elaborou uma lista com os criminosos mais procurados do Brasil. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (30) pelo ministro Sergio Moro. Foram incluídos criminosos procurados pela Justiça Federal e Estadual em todo o país, cuja prisão é estratégica para o combate ao crime organizado no Brasil.
Lista dos criminosos mais procurados do Brasil Divulgação/MJS
Para que o nome conste na lista, os criminosos passaram pela avaliação de quatro critérios: ter mandado de prisão aguardando cumprimento; ter envolvimento em crimes graves e violentos; ter participação direta ou indireta em facção criminosa; e não estar na lista de procurados da Interpol. A pasta vai atualizar a relação dos criminosos mensalmente.”
Informações: Jornal R7

Adolescente é torturado e esquartejado por facção ao visitar namorada

No Brasil não existe pena de morte, segundo a Constituição Federal brasileira. Em Salvador, porém, algumas facções criminosas fazem suas próprias leis. O adolescente Iuri Wanderson, de apenas 16 anos, foi uma das vítimas mais recentes dessa barbárie.

Nesta terça-feira (28/1), o garoto foi sentenciado à morte simplesmente porque colocou os pés em Jaguaripe, na região de Cajazeiras. A execução foi realizada por traficantes do Comando da Paz (CP), ao descobrirem que o rapaz era morador da Fazenda Grande do Retiro, área da rival Bonde do Maluco (BDM). Os dois grupos vivem uma guerra.

Iuri tinha ido ver a namorada quando foi sequestrado, torturado, morto e esquartejado. O corpo foi encontrado nesta quinta (29), em uma mata, numa espécie de cemitério clandestino. Após passar por perícia, somente na manhã desta sexta (31/1), os restos mortais dele foram liberados do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IMLRN) para ser enterrado. A cerimônia aconteceu por volta das 10h30, no cemitério Quinta dos Lázaros.
Devastados, parentes de Iuri contaram que o rapaz estava em Jaguaripe desde o dia 24, na casa de uma namorada, uma jovem de 20 anos.

“Ele sabia que lá é uma área dominada por uma outra facção, sabia dos riscos, mas ele gostava tanto dela. Não foi a primeira vez que ele foi lá“, disse um tio da vítima, que preferiu não se identificar.

Após o crime, a namorada de Iuri e a mãe da jovem abandonaram o imóvel onde moravam.

Segundo o tio, Iuri estava com a namorada quando um grupo de homens armados da região invadiu o local, por volta das 17h de terça. Ele correu, conseguiu pular o muro e, durante a fuga, ainda conseguiu enviar uma mensagem para o celular da mãe pedindo socorro.

“Ele enviou um áudio dizendo: ‘mãe, chama a polícia, eles querem me pegar, mãe’. Ela acionou um serviço de transporte de aplicativo, mas vários motoristas recusaram porque o local é perigoso”, lamentou o tio. 

Imagens
Iuri chegou a correr por alguns quilômetros, mas foi alcançado e arrastado para uma região de mata e executado. A notícia da morte dele não demorou muito de chegar à família. A mãe, que estava desesperada com o pedido de socorrido do filho, foi à 13ª Delegacia (Cajazeiras XI) em busca de ajuda. Enquanto conversava com o policial, o celular dela não parava de vibrar.
Quando abriu um aplicativo pelo qual recebia as mensagens de um número desconhecido, a mulher entrou em desespero. “Eram fotos e vídeos de Iuri. As primeiras fotos mostravam ele sentado na frente de uma porta, com olhar sério e ferimentos no joelho e braço, como se tivesse apanhado. Na segunda foto, ele aparece fazendo o sinal de uma facção rival (BDM) e dava para ver que ele foi obrigado a fazer o símbolo”, narra o tio.

Ele contou ainda que a mãe de Iuri começou a gritar quando viu um vídeo enviado por este mesmo número. “Nas imagens seguintes, ela começou a gritar na delegacia. Ela recebeu uma foto de Iuri logo quando morto e, depois, um vídeo dele já esquartejado. Foi terrível”, completou.
Na quarta-feira, agentes do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) foram até Jaguaripe e não encontraram a namorada de Iuri, nem a mãe dela. Em seguida, vasculham a mata e encontram um local idêntico ao mostrado nas fotos enviadas ao celular da mãe do rapaz.
“Os policiais disseram que havia umas dez covas e que Iuri estava em uma delas. Era um cemitério do grupo”, contou o tio do rapaz. Devido à complexidade do local, os restos mortais da vítima foram retirados no início da manhã de quinta pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT).
Equipes da 3ª Companhia Independente da PM (CIPM/Cajazeiras) foram até o local, isolaram a área e chamaram o Corpo de Bombeiros Militar e o Serviço de Investigação em Local de Crime (Silc), para realização da perícia e remoção do corpo. 

A reportagem também procurou a Polícia Civil, que informou por meio de nota que o crime é investigado por equipes da 2ª Delegacia de Homicídios (DH/Central). No documento, a pasta informa que apreenderam um outro adolescente, suspeito de envolvimento no caso, e o encaminharam para a Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI). Outros suspeitos estão sendo investigados e a motivação está sendo apurada.