Agora, o menino que ainda nem começou a cursar o ensino médio busca na Justiça o direito de garantir a vaga no ensino superior, conquistada após inscrição da nota no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). “O caso dele é uma situação excepcional, no qual vamos pedir uma autorização, para que ele possa conseguir realizar o supletivo. E, em sendo aprovado no supletivo, consiga ingressar na universidade”, disse o advogado Delbo Corado. “Queremos assegurar essa vaga até o segundo semestre e aí tentar, via judicial, que ele faça o CPA [CPA-Supletivo], e no segundo semestre, a gente dê posse do certificado do Ensino Médio dele para conseguir a matrícula”, acrescenta a defesa.
Felipe já planeja a vida na universidade e imagina a convivência com colegas mais velhos. “Eu acho que vão me considerar super gênio ou coisa assim, mas quero que eles me vejam como uma pessoa normal, igual a todos, e com um mesmo objetivo, que é o de crescer. Não gosto de pensar no futuro, não de uma maneira detalhada. Nunca imaginei que estaria nessa fase. Eu estou indo para a Paraíba não sei quando”, comenta.
O adolescente se considera participativo e sociável no colégio. “Desde a alfabetização, eu comecei a aprender coisas mais complexas e pulei do infantil 1 para a alfabetização. Nunca parei. Sempre estudei, me dediquei, sou muito focado”, conta.
Fonte: G1BA