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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Anitta pede que moradores fechem as portas das casas para gravação de clipe (vídeo)

Anitta movimentou a web nesta quinta-feira (13/2). A cantora está gravando um novo clipe em Salvador e, em um vídeo que viralizou nas redes sociais, ela pede para que as pessoas fechem as portas das suas casas (ou estabelecimentos) e foi criticada por internautas.
Nas imagens, Anitta também negou tirar uma foto com criança, mas prometeu que voltaria no final das gravações para falar com todos os fãs presentes. Ela então pediu: “Se puder fechar a portinha assim”. Porém, os moradores responderam: “Fechar não pode não, estamos trabalhando”.
Na internet, o público ficou dividido com o pedido da cantora: “A mulher tá trabalhando, foi educada e falou que depois do trabalho iria dar atenção a todos. Povo é cheio de mimimi”, comentou um. “Só achei chato que ela não deu atenção pra menininha que foi abraçar”, escreveu outro.

Veja o vídeo abaixo:

Idoso morre espancado no distrito de Porto Feliz, município de Piritiba

Um idoso, de 65 anos, identificado como Vado Teixeira dos Santos foi morto na madrugada desta quinta-feira, dia 13 de fevereiro de 2020, no distrito de Porto Feliz (município de Piritiba-BA). O acontecimento foi na Rua do Cemitério.

Segundo apurou o site Jacobina Notícias, Vado foi espancado brutalmente até a morte por um homem identificado como Caíque Mendes Dias, de 24 anos. Após o crime, o acusado fugiu para um esconderijo, mas foi preso logo depois pela Polícia Militar de Piritiba-BA com o apoio de agentes da Companhia de Ações Especiais do Semi-Árido (CAESA).

Ainda segundo do Jacobina Notícias, Caíque foi conduzido para a Delegacia de Piritiba e apresentando ao delegado Dr. Pedro, que procedeu na lavratura do flagrante delito.

Não há detalhes sobre o que motivou o crime. O corpo da vítima foi encaminhando para o IML de Jacobina-BA.
Fonte: News Bahia

Jovem é morto a tiros em Capim Grosso

Um jovem foi assassinado na noite desta quinta-feira(13/02), ao lado Ginásio de Esportes, na praça Campo Sales, na cidade de Capim Grosso-BA.

De acordo com as primeiras informações o homicídio aconteceu por volta das 19:40hs. A vítima é conhecida pelo apelido de Rodriguinho(25 anos), e é filho de Valdirene do Conselho Tutelar.

Não se tem informações sobre a autoria do crime, nem a motivação do mesmo. O corpo será encaminhado para a IML da cidade de Jacobina, onde será realizada a necropsia.
Fonte: Blog do Ril de Beto

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Homem é preso acusado de matar namorada e esconder corpo embaixo de cama na Bahia

Corpo de vítima de feminicídio é encontrado debaixo de uma cama, na casa do namorado, no Bairro Vila Caraípe em Teixeira de Freitas, na manhã desta quarta-feira, 12 de fevereiro. Segundo informações, os investigadores do SI da DEAM deram início a uma investigação, em busca de encontrar a vítima, após familiares terem registrado uma ocorrência, na tarde desta terça-feira (11), acerca do seu desaparecimento, desde o último sábado (08), quando ela teria saiu para ir ao encontro do namorado.

Os Policiais Civis iniciaram os trabalhos de investigação, que os levaram até ao apartamento (tipo kitnet) do namorado da vítima, situado na Rua Alquimia, no referido bairro, quando encontraram o corpo da vítima imprensado debaixo de uma cama box, com uma sacola na cabeça.

A vítima foi identificada como Norma Célia Fárias Carvalho, de 45 anos. Os investigadores comunicaram o fato à delegada adjunta da DEAM, Kátia Guimarães, que se deslocou para o local do crime, solicitando ao DPT uma perícia no local.

Após a perícia e o levantamento cadavérico, o corpo removido para o IML, onde passou por necropsia, sendo liberado posteriormente para os familiares. Policiais Militares do PETO tomaram conhecimento do fato, e em seguida receberam Informações através de denúncia anônima, que o principal suspeito, o namorado da vítima, estaria em um local próximo ao Shopping Pátio Mix. Os militares se deslocaram rapidamente para averiguar a denúncia, que foi confirmada, e o suspeito preso.
A prisão se deu no momento em que os trabalhos de perícia e levantamento cadavérico, ainda estavam sendo realizados no local do crime. A delegada Kátia solicitou aos PMs que o suspeito fosse conduzido para a DEAM. Trata-se de Valmir dos Santos, 32 anos, que segundo informações levantadas pela nossa equipe de reportagem, ele teria assumido ter cometido o crime, que aconteceu no final da manhã de domingo (09), após uma discussão com a vítima, por ciúmes, momento que ele a teria agredido com socos e posteriormente, a teria asfixiado, e colocando-a debaixo da cama.
O suspeito alega ainda que teria colocado a sacola na cabeça da vítima, na data de ontem (terça-feira), devido ao odor que já estaria se alastrando no apartamento. No momento da abordagem dele pelos PMs, ele teria falado que estaria vindo do Vale do Amanhecer, que fica situado na BR 101, onde ele trabalha de caseiro, e também é membro daquela Instituição Espírita.
A nossa equipe esteve na DEAM, onde obtivemos informações que o suspeito será ouvido nesta tarde, e que mediante a sua confissão, sendo mantida em depoimento, a delegada, irá representar pela sua prisão preventiva, ainda nesta tarde, ao Poder Judiciário, para que ele possa ser preso por força de Mandado de Prisão, devido não estar em estado de flagrante, pois o crime aconteceu no domingo. Ele deverá responder por feminicídio, com agravante de ocultação de cadáver.
Por: Cloves Neto / Liberdade ews

Várzea Folia 2020

A Prefeitura Municipal de Várzea do Poço mantendo as tradições culturais da cidade, realizará nos dias 22, 23 e 24 de fevereiro de 2020 o tradicional Várzea Folia, o Carnaval da Alegria.

Com três dias do Várzea Folia o melhor carnaval do interior baiano, o município de Várzea do Poço receberá milhares de pessoas que passarão pela cidade para prestigiar a maior e melhor festa carnavalesca da região em uma estrutura digna dos grandes eventos.

O Várzea Folia será realizado na Praça de Eventos Castro Alves, que fica próximo a Avenida Juscelino Kubitschek no centro da cidade, contará com apresentações das 12 bandas que foram contratadas pela prefeitura pra fazer a animação da maior festa tradicional do município que é o Carnaval.
Atrações como Unha Pintada, Edcity, Bahamas, Orquestra Muvuka, Pagode Segredo, Larissa Marques, Swing do T-10, Paulinha Levada, Brankinho, Bia Alves, Juliano Limeira e Kadu Soares.

Os tradicionais blocos carnavalescos também farão parte da programação, como o Trio Tapa-Jegue, acompanhado pelos Mascarados, Bumba meu Boi, a Mulinha, o Bloco Sapeka, o Bloco no Funil, o jogo de saia, entre outros alegrando os foliões da cidade e visitantes.

O Várzea Folia 2020 é uma realização da Prefeitura Municipal de Várzea do Poço com o patrocínio da BahiaTursa, Governo do Estado.
Fonte: ASCOM-PMVP

Suspeito de assalto é morto em confronto na BR-101, em Conceição do Jacuípe

Nesta quarta-feira (12/2), um homem suspeito de ter praticado um assalto por volta das 9h30 próximo ao Centro de Abastecimento, em Feira de Santana, morreu momentos depois, em Conceição do Jacuípe, durante uma troca de tiros com Policiais Civis da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Feira de Santana (DRFR).

Joanderson Santos de Jesus, de 25 anos, já esteve preso em Salvador após ter roubado um carro. A vítima do assalto hoje pela manhã é um motorista que relatou que ia fazer uma entrega quando foi surpreendido por dois assaltantes.
“Eu estava fechando o caro para fazer uma entrega de frios. Assim que eu desci, que fechei a porta, os dois me abordaram mostrando a arma. Um sacou a arma pedindo a chave e o celular. Depois um ligou o carro e saiu e o outro me escoltou até que eu consegui fugir dele entrando numa loja e me escondi”, relatou o motorista.

O motorista acionou a polícia, que seguiu em direção à BR-101. Ao chegar em Conceição do Jacuípe, os policiais localizaram o veículo que foi interceptado, mas, segundo os policiais, Joanderson reagiu deflagrando tiros. Os policiais revidaram, e na altura do “Posto Jaqueira” ele foi alvejado e socorrido para o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), onde não resistiu.
Veja imagem forte clicando aqui.

Três homens invadem escola para roubar e espancam Guarda Civil em Quixabeira-BA

Três homens invadiram uma escola para roubar e o Guarda Civil plantonista, foi espancado pelos meliantes. A situação aconteceu na madrugada desta quarta-feira (12), na Escola Municipal do Ensino Fundamental Raulindo Rios, localizada na rua Durvalino Santos Lima, na cidade de Quixabeira, há 290km de Salvador.

Segundo a vítima, o GM Jucelino Jesus de Santana, o mesmo estava dentro de uma sala vendo televisão, quando por volta de meia noite, três indivíduos encapuzados já entraram no recinto espancando-o com socos e pontapés.
Diante do barulho provocado pelo espancamento, vizinhos da escola perceberam a movimentação e começaram a bater no portão da frente, motivo esse que levou os homens a evadirem pulando o muro dos fundos.

Populares acionaram a Guarda. Os prepostos da GM conseguiram arrombar o portão e entraram para a unidade de ensino. Chegando lá encontraram o Guarda desacordado caído no chão. De pronto, a vítima foi levada para o Posto de Saúde de Quixabeira, e posteriormente encaminhada para a UPA 24 de Capim Grosso-BA, onde recebeu os primeiros socorros. 

Apesar dos inúmeros ematomas, os exames não acusaram nenhuma fratura ou ferimento interno, e por volta das 8:30hs da manhã ele foi liberado e já se encontra em sua residência.

Durante toda a madrugada, a Guarda Municipal e a Polícia Militar realizaram diligências pela cidade, porém não obtiveram nenhuma pista dos assaltantes. De acordo a vítima, ele não reconheceu nenhum dos três, que na ação levaram celular. Ainda não temos informações se foi levado algum objeto da escola.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Quixabeira, que ficará encarregada pelas investigações.
Informações Blog do Ril de Beto

'Fomos denunciados por deixar que nosso filho de cinco anos use roupas femininas'

A denúncia anônima dizia que Luiz estaria sendo "supostamente incentivado pelos pais e pela madrasta a usar roupas e acessórios femininos" e estaria sofrendo bullying no ambiente escolar. O caso foi levado para o Ministério Público de Santa Catarina e encaminhado para a área de Infância e Juventude da Promotoria de Justiça do município em que a família mora.
"Aquilo foi um baque muito grande para a gente. Achei um absurdo", desabafa César*, 36 anos, pai da criança.
Policial civil, César revela que teve de rever o modo como encara questões sobre gênero, desde que o filho passou a se vestir com roupas femininas. "Eu já tive comportamentos homofóbicos e até fazia piadinhas. Mas revi tudo isso. Hoje vejo que não há motivos para essas ofensas. Aprendi que algumas piadas ou comentários podem ser muito desrespeitosos", relata.
A mãe de Luiz, a corretora de seguros Maria, 31 anos, também confessa ter ficado abalada com a denúncia. "Foi uma situação bem difícil", resume Maria, que está separada de César e divide com ele a guarda do filho.


As roupas femininas foram adotadas pela criança após diversos pedidos feitos pelo garoto — ele também convenceu os pais a permitirem que deixasse o cabelo crescer. Há dois anos, Maria e César decidiram procurar acompanhamento psicológico com o filho e chegaram à conclusão de que o garoto é uma criança transgênero — aquelas que se consideram pertencentes ao sexo oposto ao biológico.
Por diversas vezes, Luiz pede para ser chamado de Luiza. Em outros momentos, é tratado no masculino. A pedido dos pais, que consideram que o assunto ainda está em fase inicial para a família, a reportagem tratará a criança no gênero masculino. Eles acreditam que, com o passar do tempo, o garoto deverá ser chamado apenas no feminino.


Brinquedos e roupas femininas
Aos dois anos, Luiz pediu uma cozinha de brinquedo. No ano seguinte, quis uma boneca. Os pais relatam que os presentes não causaram estranheza, pois acreditaram que era apenas uma preferência do garoto. "Pensamos que os brinquedos não demonstravam nada, eram apenas as coisas que ele queria", diz Maria.
O psiquiatra Alexandre Saadeh, coordenador do ambulatório de identidade de gênero e orientação sexual do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP (USP), ressalta que os brinquedos que uma criança prefere não representam que ela é transgênero. "O que faz com que uma criança seja considerada trans é o fato de ela ser incongruente com o seu sexo de nascimento", explica o especialista.
Os pais contam que decidiram procurar ajuda psicológica após diversos fatos que os levaram a questionar se o filho seria trans. "Ele dizia que não queria ter barba, nem ser um homem. Ele começou a pedir para usar roupas femininas ou adereços femininos com frequência", diz César.

O policial conta que no início teve dificuldades para entender o filho, mas sempre procurou respeitar a vontade da criança em relação aos acessórios femininos. "O ambiente policial é predominantemente masculino. Todo mundo esperava que eu fosse ser repressor em relação ao meu filho, por conta da minha profissão. Mas eu tenho uma postura mais liberal e respeito a intimidade e os anseios dele. Muitos pensavam que eu teria vergonha do meu filho, mas eu tenho muito orgulho dele", afirma.
Desde que o garoto tem três anos, os pais permitem que ele use adornos femininos, como laços e presilhas de cabelo. Na época, César e Maria já estavam separados — atualmente os dois têm novos companheiros. Eles dividem a guarda do único filho, que costuma passar metade dos dias na casa do pai e a outra parte na residência da mãe.Há cerca de um ano e meio, Luiz usa, além dos adornos, roupas femininas, mas somente quando está na casa de César. Isso porque entre os pais há distinção no modo como lidam com a criança. Enquanto o pai permite que o filho use roupas e adereços femininos, a mãe deixa apenas que ele use adornos quando está com ela.
"Na minha casa, ele não usa roupas femininas, porque ainda tenho bloqueio em relação a isso. O meu maior medo é que alguém comente algo ruim e isso o machuque de alguma forma", justifica Maria.

A denúncia
O medo de Maria em relação aos comentários maldosos contra o filho aumentou quando a família foi alvo da denúncia anônima, logo após os pais deixarem a criança usar itens femininos na rua. César levava o filho para quase todos os lugares com vestidos, já a mãe saía com ele apenas com adereços femininos, principalmente laços.
Com base na denúncia anônima, a promotoria de Justiça da cidade em que a família mora instaurou um procedimento administrativo para apurar o fato, sob o argumento de que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) "é cristalino quando afirma que serão aplicáveis medidas de proteção a toda criança e adolescente que possuir seus direitos ameaçados/violados". Os pais de Luiz foram convocados para prestar esclarecimentos sobre o caso.
Para Maria e César, a denúncia representou a primeira vez em que a família foi vítima de preconceito. "Sou muito conhecido na cidade, acabo sendo muito blindado e as pessoas não fazem comentários negativos diretamente para mim. Sabia que existia discriminação contra o meu filho, mas era algo velado, até o momento em que fomos denunciados", diz César.
"Isso me causou, de certa forma, grande constrangimento, principalmente porque sou bastante atuante em casos de violência contra crianças. Foi a primeira vez que chegou a mim algum tipo de discriminação contra meu filho", afirma o policial.
Em depoimento ao Ministério Público, César afirmou que Luiz nunca foi obrigado a usar roupas ou itens femininos e também citou que "embora o filho tenha predileções por vestimentas do sexo feminino, nunca sofreu qualquer tipo de preconceito ou até mesmo bullying".
Maria relatou à promotoria que o filho "desde tenra idade tem preferência por brinquedos e roupas do sexo feminino". Ela também ressaltou, no depoimento, que o filho não sofre preconceito ou bullying.
Após as apurações, a promotoria concluiu que os pais do garoto são "firmes e coerentes ao descreverem que a criança é quem demonstra preferências por adereços e roupas femininas, não havendo qualquer imposição pelos genitores ou por terceiros".
A promotora que conduziu o caso citou que não ficou comprovado que o garoto sofre bullying na escola por usar roupas femininas.
"Não se verifica nenhuma situação de risco envolvendo Luiz*. Muito pelo contrário, os genitores demonstraram maturidade e discernimento para bem enfrentar essa situação juntamente com o filho, estando ele bem amparado. Portanto, não existem indícios de lesão ou ameaça de lesão aos direitos da criança", assinalou a promotora. O procedimento foi arquivado em 27 de novembro de 2018.
"Foi um momento bem difícil, também porque não soubemos quem fez a denúncia. Mas a promotora compreendeu que em nenhum momento o meu filho sofre por isso, muito pelo contrário, é ele quem prefere usar essas roupas e acessórios", declara César.
Os pais nunca contaram a Luiz sobre a denúncia. "Ele é muito pequeno e há coisas que não achamos interessante falar para ele. Nem tudo o nosso filho entende ainda", explica Maria.

Criança transgênero

Desde que Luiz tem três anos, os pais acreditam que ele seja uma criança transgênero. "Como ele pedia para usar roupas e acessórios femininos e dizia ser uma menina, a psicóloga nos disse que é muito provável que ele seja uma criança trans", diz Maria.
"Não acredito que essa preferência do meu filho por coisas femininas seja algo passageiro. Acredito que ele seja transgênero, principalmente, porque criança é muito inocente e não faz nada pensado. Tudo o que ele faz é espontâneo e essa é a vontade dele", acrescenta a mãe.
O psiquiatra Alexandre Saadeh explica que uma criança pode se manifestar transgênero a partir dos três ou quatro anos. "Isso depende de cada criança. Mas nessa fase, elas passam a manifestar quem são e seus interesses particulares. Isso é observável e constatável", diz.
Saadeh relata que casos de crianças trans sempre existiram na história da humanidade, mas nunca receberam a devida atenção. "Muitos desses casos eram e ainda são considerados invisíveis", afirma.
O médico declara que é fundamental que seja feito acompanhamento adequado em casos de crianças trans, por meio de equipes especializadas — principalmente psiquiatras. "É pelo contato, respeito, conhecimento e acompanhamento que será possível que a equipe de saúde diga algo, junto com os pais".
No Brasil, há projetos de pesquisas que acompanham crianças transgêneros e orientam os pais — há iniciativas na USP, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
César e Maria ainda não definiram como irão proceder em relação ao futuro de Luiz. Eles acreditam que o garoto deverá querer, daqui a alguns anos, mudar de gênero nos documentos e passar por tratamentos hormonais. "Mas ainda não pensamos como faremos isso. Daqui a pouco a puberdade está aí e temos que ver a questão de bloqueadores hormonais", diz César.
"Nos próximos anos, acredito que ela passará a usar o nome social feminino e iremos mudar o gênero dela nos documentos", declara César. O policial alterna o gênero que usa para definir a criança — ora trata o filho no masculino, ora trata no feminino. "Ainda estou me adaptando", justifica.
Para que uma criança possa alterar o gênero em todos os documentos no Brasil, é necessário que os responsáveis entrem com um pedido na Justiça. A solicitação é avaliada por um juiz, que pede um laudo sobre o caso para uma equipe de psicólogos.

A mãe também acredita que Luiz deverá, nos próximos anos, alterar os documentos. Ela revela que desconhecia sobre crianças trans até vivenciar a experiência com o filho, mas afirma que tem tentado encarar melhor as roupas e acessórios femininos usados pelo garoto. Maria conta que a família dela também tem dificuldades para lidar com o tema. "Eles são mais conservadores, mas estão se esforçando para lidar melhor", explica.
Em rápida conversa com a reportagem, Luiz comemora o fato de um tio materno passar a aceitá-lo. "Ele está me apoiando agora", diz o garoto sobre um parente que, segundo ele, é religioso e não entendia o motivo de a criança usar itens femininos.
A criança afirma saber que as pessoas podem ter dificuldades para entendê-la. "É porque eu sou diferente. Nasci menino, mas sou menina", diz, sem grandes dificuldades na explicação, como se estivesse acostumado a abordar o assunto com outras pessoas. "Mas isso não é um problema", completa Luiz.
Neste ano, o garoto deve concretizar um desejo que tem há dois anos: usar saia no uniforme escolar. "Acredito que agora é o momento. Esperamos passar um tempo para que ele pudesse usar o uniforme feminino", explica César.
O policial admite que teme que o filho sofra bullying no futuro. "Hoje ele convive com os mesmos coleguinhas. Mas o meu medo é depois, porque ele pode ter de enfrentar comentários maldosos", relata.
Alheio aos possíveis comentários negativos, sobre si, Luiz faz planos para o futuro. "Quero ser inventora ou modelo", diz a criança.
O futuro de Luiz é algo que faz parte de pensamentos frequentes dos pais dele. Maria e César afirmam que pretendem apoiar as escolhas que ele fizer. "Quero que ele seja feliz", diz a mãe. "Ele é uma criança muito linda e inteligente pra caramba. Tenho o maior orgulho da filha que eu tenho. O fato de ela ser transgênero não é nenhum problema para mim. Problema seria se ela tivesse falta de caráter ou fosse uma pessoa ruim", completa o pai da criança.
*Os nomes foram alterados para preservar as identidades dos pais e da criança.
Fonte: G1-SC