A produção da batedeira da APAEB é consumida em quase 95% pela fábrica de tapetes e carpetes. A unidade industrial deverá reduzir um turno e causará algumas demissões. “A média de produção é de 215.000 quilos de fios por mês, com a redução a produção deverá ser de apenas 120.000 quilos”, afirmou Juciano Santos Araújo, gerente da fábrica.
O Laticínio DaCabra recebia em média 800 litros de leite por dia, agora a produção não passa de 300. Segundo Gerlândio, ouve uma queda de 70% na produção. “Os caprinocultores também tem sofrido, se não tem alimento não tem como produzir em grande quantidade”. O Laticínio produz queijo, iogurte e doce de cabra, produtos comercializados em todo país.
Triste realidade nos estoques, veja antes e agora.
Apesar de ocorrerem pancadas de chuvas na região e até mesmo em grande quantidade em alguns municípios, em Valente a situação continua a mesma. Em poucas localidades os volumes de chuva foram mais significantes, o que também não resolve a situação imediatamente. Segundo as previsões de sites como Climatempo, Tempo Agora e INPE, as chuvas continuam isoladas e em forma de neblina. A diretoria da APAEB já participou de várias reuniões em Salvador com representantes do governo, foram feitas várias reivindicações para que ações emergenciais possam ser feitas com mais rapidez. “Não podemos mais esperar, é necessário agir rapidamente e tirar as idéias do papel, os produtores não suportam mais tanto sofrimento”, afirma Iracema de Oliveira Nery, presidente da APAEB.
Fontes do governo afirmam que essa pode ser a pior seca que a Bahia já enfrentou. Dados revelam que 228 municípios estão em estado de emergência. Quase três milhões de pessoas já foram afetadas. Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária (Faeb), culturas como milho, feijão e mamona tiveram perdas total. A cultura do sisal registrou perda de 70% e mais de 60% dos rebanhos caprinos e ovinos morreram.
Assessoria de Comunicação APAEB