' ANGICO NO AR: Incêndio na carceragem da Polícia Federal assusta presos da Lava Jato

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Incêndio na carceragem da Polícia Federal assusta presos da Lava Jato

Na madrugada desta segunda-feira (20), houve um princípio de incêndio na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba. Segundo informações da própria PF, o incêndio aconteceu no setor elétrico do prédio, atingindo uma sala no subsolo. O fogo foi controlado rapidamente e não causou danos à carceragem da PF. Neste prédio estão vários presos da Operação Lava Jato, como o empresário Marcelo Odebrecht, o ex-ministro Antonio Palocci, o ex-presidente da construtora OAS, José Adelmário Pinheiro, o ex-deputado Pedro Correa e o empresário Adir Assad. O atendimento no local foi interrompido para a averiguação das causas do incêndio. De acordo com a Superintendência da PF, não houve danos a nenhum documento da Operação e nem outra coisa que pudesse atrapalhar a Lava Jato. Investigações estão sendo feitas pelos peritos para descobrir o que causou o incidente.

Muita fumaça
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, alguns equipamentos eletrônicos foram atingidos. Mesmo ninguém ficando ferido, o susto foi grande. Foram usados dois caminhões-tanque para controlar o fogo. A quantidade de fumaça no local impressionava. A corporação informou que os serviços prestados no local estão suspensos, como a emissão de passaportes, por exemplo.

Corrupção
O procurador Regional da República, Carlos Fernando dos Santos Lima, afirmou que os depoimentos dos executivos e ex-executivos da Odebrecht causarão um grande "tsunami" na política brasileira. De acordo com Lima, a corrupção na Petrobrás existe em todos os setores da política e envolve partidos de esquerda e de direita. "Ela está presente em todos os níveis de governo", afirma o procurador.

Lima defende o fim do sigilo para a maior parte da delação da Odebrecht. Segundo o procurador, existem muitos favores que os políticos fazem utilizando o governo e em troca recebem financiamento para eles próprios ou para seus partidos.

Carlos Fernando Lima também negou que a Lava Jato realize prisões excessivas e que o brasil precisa urgente de uma reforma política. Ele defendeu as 10 medidas contra a corrupção.
Fonte: Blasting News