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sexta-feira, 17 de março de 2017

Polícia Militar captura foragido da delegacia de Jacobina em Serrolândia

Alex de Jesus Sampaio, vulgo Zóio, foragido da Delegacia de Jacobina na manhã desta sexta-feira (17/03) foi capturado pela Polícia Militar.

Segundo a PM, eles receberam uma ligação de um dos familiares do Alex, relatando que o mesmo estava na casa de sua mãe, que fica na cidade de Serrolândia, próximo ao Banco do Brasil, ao dirigir-se até a residência, a polícia avistou uma grande multidão que cercava a casa na tentativa de linchar o foragido Zóio. A Polícia Militar então adentrou a residência e "resgatou" o meliante, salvando sua vida da população enfurecida.

Alex de Jesus Sampaio, acusado de Latrocínio, envolvido no assassinato do lavrador Fidesmário Macedo “Lex” em 2016.
Fonte: Portal Serrolândia

Jovem é executado a tiros em Morro do Chapéu-BA

O jovem Jeronimo Souza da Silva (26) conhecido com “Gel Galego” foi assassinado com pelo menos 3 tiros na tarde desta sexta feira 17/03 por volta das 13h30, em M. do Chapéu. Segundo informações o rapaz estava em companhia de alguns amigos na Av Joel Modesto próximo ao posto Machado, quando dois homens em uma moto usando capacetes chegaram e o que estava na garupa deflagrou os tiros à queima roupa. Os amigos socorreram a vitima até a emergência do Hospital São Vicente, porém o mesmo já chegou sem vida a unidade. A autoria e motivação do crime são desconhecidas.
Fonte: Morro Notícias

IBGE contratará 26,4 mil pessoas para Censo Agropecuário

O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão autorizou a contratação temporária de 26.440 profissionais para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fazer o Censo Agropecuário 2017. As contratações serão feitas por meio de processo seletivo simplificado, e a duração dos contratos será de até um ano, com possibilidade de prorrogação limitada a três anos.

Serão 19.013 vagas para o posto de recenseador, 4.946 para agente censitário supervisor, 1.285 para agente censitário municipal, 381 para agente censitário administrativo, 375 para agente censitário regional, 266 para analista censitário e 174 para agente censitário de informática. O valor das remunerações ainda não foi definido. A portaria com a autorização foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (17).
Fonte: Agência Brasil

PF desarticula esquema de venda ilegal de carnes com propinas para PMDB e PP

A ação batizada de Operação Carne Fraca, contra a venda ilegal de carnes teve como alvos principais as grandes empresas JBS e BRF Brasil, que são acusadas de pagamento de propina para a liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos. A BRF Brasil, controla marcas como Sadia e Perdigão. Já a JBS, é a detentora de marcas, como Friboi, Seara e Swift.

Segundo a Polícia Federal, no esquema estão envolvidos ainda frigoríficos menores no Paraná e em São Paulo.

1100 policiais cumprem 309 mandados judiciais, sendo 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão, em residências e locais de trabalho dos investigados e em empresas supostamente ligadas ao grupo criminoso, números que fazem desta a maior operação já realizada pela Polícia Federal em toda sua história. As ordens judiciais foram expedidas pela 14ª Vara da Justiça Federal de Curitiba/PR e estão sendo cumpridas em 7 estados: São Paulo, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás.

Em coletiva de imprensa realiza na sede da Polícia Federal em Curitiba (PR), o delegado da Polícia Federal, Maurício Moscardi Grillo, informou que durante as investigações que duraram dois anos, o esquema ilegal de venda de carne contava com o pagamento de propina para partidos políticos, como o PMDB, partido do presidente Michel Temer e o PP.

"Dentro da investigação ficava bem claro que uma parte do dinheiro da propina era sim revertido para partidos políticos. Já foi falado ao longo da investigação, que dois partidos ficavam claros, que é o PP e o PMDB. Que é o período de dois anos de investigação que isso era mais claro. Não sei se eventualmente um esquema ligado a partidos ocorrida há mais tempo e também não ficava caraterizado para nós para qual político ia especificamente ia todo o dinheiro. O que fica bem claro na investigação é que havia um dinheiro que era destinado para partidos, um dinheiro da corrupção, mas não conseguimos detectar exatamente o motivo."

Segundo a Polícia Federal, os fiscais recebiam propinas para emitir certificados sanitários sem que a fiscalização tivesse sido feita efetivamente. Uma das fraudes realizadas era o uso de substâncias químicas para ocultar odores de carnes já estragadas, mas que foram comercializadas.

Segundo o delegado da Polícia Federal, eram usadas nas carnes substâncias cancerígenas em quantidades cinco vezes maiores que o permitido para encobrir a degradação da carne. "Eles usavam ácidos e outras substâncias da carne para maquiar essa imagem ruim, que ficaria se por acaso ela fosse exposta dessa forma. Então, se usa substâncias, inclusive cancerígenas. Um desses produtos eram multiplicados cinco, seis vezes para que não dê cheiro e que o aspecto e cor fiquem bom também."

A Polícia Federal informou que as Superintendências Regional do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Paraná, Minas Gerais e Goiás atuavam diretamente para proteger grupos empresariais, em detrimento do interesse público.

O delegado Maurício Moscardi Grilo acredita que são grandes as chances de carne de baixa qualidade ou abaixo das especificações terem sido consumidas por todo o Brasil.

"É possível que sim. É possível que tenhamos consumido alimentos de baixa qualidade. Talvez não a (carne) estragada, mas com qualidade inferior do que deveria ser realmente fornecido para uma pessoa, atendendo as qualificações técnicas que são estipuladas pelo ministério da Agricultura. A questão não é se está estragada (a carne) ou não, a questão é não atingir o patamar necessário, a qualidade técnica que se exige em um alimento."

Até o início da tarde, dos 34 funcionários públicos federais investigados, pelo menos 20 já foram presos na operação. Também foram presos dois executivos da BRF e um da JBS. O gerente de Relações Institucionais e Governamentais da BRF Brasil, Roney Nogueira dos Santos e o diretor da BRF André Luis Baldissera; além do funcionário da Seara, empresa da JBS, Flávio Evers Cassou.

Através de escutas telefônicas, as investigações da Polícia Federal apontaram que os frigoríficos vendiam a carne fora da validade não só no país, mas também exportava. O esquema no Paraná era chefiado pelo ex-superintendente regional do ministério, Daniel Gonçalves Filho, além da chefe do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), Maria do Rocio Nascimento, que atuam em Curitiba. Já na residência do atual superintendente regional do Ministério da Agricultura, Gil Bueno, foram apreendidos pela Polícia esta manhã R$ 65 mil. Foi pedida a prisão preventiva dos três.

O delegado da Polícia Federal informou ainda, que o atual Ministro da Justiça Osmar Serraglio (PMDB), também foi citado na operação, mas não foi identificado nenhuma ação ilícita o envolvendo. Ele seria padrinho político de um dos envolvidos. Em nota, o ministro afirmou que soube da operação da Polícia Federal, nesta sexta-feira, e como qualquer cidadão tomou conhecimento que seu nome havia sido citado na investigação, e que a conclusão é de que não há indícios de ilegalidades na conversa dele gravada. O ministro se referiu à transcrição de uma conversa em que chamava Daniel Gonçalves Filho de "grande chefe".

Na Bovespa, as ações da JBS e BRF despencaram perto de 8 por cento por volta das 12h25.

Em comunicado o site da empresa, a JBS afirma que "repudia veementemente qualquer adoção de práticas relacionadas à adulteração de produtos, seja na produção e/ou comercialização." A empresa informou que não houve ação da PF na sede da companhia em São Paulo. A BRF informou que está colaborando com as autoridades para esclarecer os fatos e reiterou que cumpre todas as normas referentes à produção e comercialização de seus produtos, com rigorosos processos e controles e não compactua com práticas ilícitas. A BRF ainda afirmou que assegura pela qualidade de seus produtos e garante que não há nenhum risco para seus consumidores, seja no Brasil ou nos mais de 150 países onde atua.

O PMDB informou desconhecer o teor da investigação, e que não autoriza ninguém a falar em nome do partido.

O Ministro da agricultura Blairo Maggi, também divulgou uma nota sobre a Operação Carne Fraca. "Diante dos fatos narrados na Operação Carne Fraca, cuja investigação começou há mais de dois anos, decidi cancelar minha licença de 10 dias do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O que as apurações da Polícia Federal indicam é um crime contra a população brasileira, que merece ser punido com todo o rigor. Neste momento, toda a atenção é necessária para separarmos o joio do trigo. Muitas ações já foram implementadas para corrigir distorções e combater a corrupção e os desvios de conduta, e novas medidas serão tomadas. Estou coordenando as ações, E já determinei o afastamento imediato de todos os envolvidos e a instauração de procedimentos administrativos. Todo apoio será dado à PF nas apurações. Minha determinação é tolerância zero com atos irregulares no Mapa."

Fonte: sputniknews

Identificado preso recapturado pela Guarda Municipal de Jacobina

O homem preso pela Guarda Municipal foi identificado como Renivan Nascimento Mota. A prisão aconteceu no Distrito de Lages do Batata na tarde desta sexta. A prisão ocorreu após uma denúncia anônima. Renivan, segundo a Guarda Municipal, estava também com uma moto que ele afirmou ter furtado após a fuga. A moto estava sendo oferecida por quinhentos reais. Ele já foi apresentado na delegacia de Jacobina. Segundo informações mais recentes colhidas por nossa redação junto a polícia, o número de fugitivos da delegacia de Jacobina foi corrigido para 9. O nono foragido foi identificado como Alex de Jesus Sampaio.As buscas aos fugitivos continuam.
Fonte: Bahia Acontece

Preso tentando matar a companheira, jovem é acusado de participação em 10 homicídios na cidade de Feira

Investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) prenderam na noite de quinta-feira (16), na Travessa Caravelas, bairro Chácara São Cosme, Alisson de Oliveira Lima, também conhecido como “Al”, 18 anos, suspeito de participação em pelo menos 10 homicídios em Feira de Santana.

De acordo com a polícia, ele tentou matar a companheira de 15 anos na noite passada, mas a jovem conseguiu se trancar no banheiro e pediu socorro através do celular. Os policiais chegaram rápido e prenderam o acusado, que foi encaminhado para a Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM), onde foi autuado em flagrante pela delegada Maria Clécia Vasconcelos, que representou pela prisão preventiva, decretada pela justiça.

Ordem para matar veio do interior do presídio

Segundo informações do delegado Gustavo Coutinho, a investigação dos homicídios atribuídos ao jovem avançou bastante a partir do depoimento minucioso da companheira dele. Ainda de acordo com o delegado, Alisson acabou confessando os assassinatos e alegou que recebia ordens de dentro do presídio.

Alisson completou a maioridade penal no último dia 2 de março e de acordo com a polícia, a Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI) representará pela internação provisória pelos homicídios ocorridos na menoridade e caso seja condenado, deverá cumprir medida socioeducativa por até 3 anos.

Segundo levantamento feito pela DHPP, na relação das vítimas de homicídio já foram identificadas Jéferson França Souza, morto no dia 19 de julho de 2016, na Chácara São Cosme; Walace de Oliveira Torres, assassinado no dia 21 de agosto de 2016, na rua Senador Quintino; Vera Lúcia Silva Alves, morta no dia 25 de setembro de 2016, na Praça da Paquera; Jocivaldo Costa de Oliveira, no dia 19 de fevereiro de 2017, no bairro do Tomba; João Vítor dos Santos Paixao, no último dia 5 de março no bairro Chácara São Cosme (tendo o acusado já completado a maioridade). A polícia também aponta a participação de Alisson em um quíntuplo homicídio ocorrido no dia 21 de agosto de 2016, na localidade da Portelinha, na companhia de outros criminosos.

Fonte: Blog Central de Polícia, com informações e foto da Polícia Civil

Protegido por lei, menino de 9 anos segue livre mesmo depois de flagrado com arma e muitas drogas

A imagem chama a atenção, por mais que o crime esteja banalizado. Mas a apreensão de um menino de 9 anos de idade pela Polícia Militar de Dias D´Ávila, a 56 km da capital, na Região Metropilitana de Salvador. O crime em que ele foi flagrado tem sido praticado, na cidade, por dezenas de outros menores, mas com essa idade, a PM ficou surpresa: o menino K.V.J. portava um revólver calibre 32 e uma grande quantidade de drogas.

As apreensões foram feitas por uma equipe da 36ª Companhia Independente da Polícia Militar(CIPM), no bairro Cristo Rei. A viatura da Pm fazia uma ronda de rotina quando os policiais desconfiaram do comportamento do garoto, sem camisa e carregando alguns objetos. Ao ser abordado, veio a surpresa.

K.V.J. carregava, além do revólver, três tabletes de maconha prensada, 12 pedras de crack, 14 trouxinhas de cocaína, balança de precisão, 4 pacotes de sacos plásticos, 3 caixas de lâmina (gilete) e 5 reais.
De acordo com informações que não foram confirmadas oficialmente, ele já tinha sido apreendido outras vezes por assalto.

O #AgoraNaBahia tentou fazer contato com a 25ª Delegacia de Dias D´Avila, mas os telefones não atenderam. De acordo com as informações, o menino foi levado para a DP, mas não conseguimos saber o destino dado a ele.

Pelo que o #AnB levantou, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº 8.069 de 13 de Julho de 1990, diz que menores de 12 anos são considerados crianças e são inimputáveis penalmente, ou seja, não podem sofrer nenhum tipo de penalidade. As medidas socioeducativas como a internação em casas de recuperação e cuidadas pela justiça podem ser aplicadas apenas para adolescentes, que são os menores entre 12 a 18 anos.

O estatuto prevê para qualquer ato infracional praticado por uma criança as seguintes medidas:

I – encaminhamento aos pais ou responsável, mediante termo de responsabilidade;
II – orientação, apoio e acompanhamento temporários;
III – matrícula e frequência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental;
IV – inclusão em serviços e programas oficiais ou comunitários de proteção, apoio e promoção da família, da criança e do adolescente;
V – requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico, em regime hospitalar ou ambulatorial;
VI – inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos;
VII – acolhimento institucional;
VIII – inclusão em programa de acolhimento familiar;
IX – colocação em família substituta.

Como era
Em 12 de outubro de 1927, o presidente Washington Luiz assinava uma lei que ficaria conhecida como Código de Menores. Hoje, passados 90 anos, a canetada do último presidente da República do Café com Leite é alvo das mais exaltadas discussões no governo, no Congresso e na sociedade.

Foi o Código de Menores que estabeleceu que o jovem é penalmente inimputável até os 17 anos e que somente a partir dos 18 responde por seus crimes e pode ser condenado à prisão. O que agora está em debate no país é a redução da maioridade penal para 16 anos.

O código de 1927 foi a primeira lei do Brasil dedicada à proteção da infância e da adolescência. Ele foi anulado na década de 70, mas seu artigo que prevê que os menores de 18 anos não podem ser processados criminalmente resistiu à mudança dos tempos.

É justamente a mesma idade de corte que hoje consta da Constituição e do Código Penal, além do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) — uma espécie de filhote do Código de Menores que nasceu em 1990.

Crianças iam para a cadeia no Brasil até a década de 1920
Crianças trabalham em fábrica de sapatos no início do século 20. Em 1927, a atividade dos menores de 12 anos ficou proibida

A pioneira lei, que foi construída com a colaboração do Senado, marcou uma inflexão no país. Até então, a Justiça era inclemente com os pequenos infratores. Pelo Código Penal de 1890, criado após a queda do Império, crianças podiam ser levadas aos tribunais a partir dos 9 anos da mesma forma que os criminosos adultos.

Notícias criminais protagonizadas por crianças e adolescentes eram corriqueiras na imprensa. Em julho de 1915, o jornal carioca A Noite noticiou: “O juiz da 4ª Vara Criminal condenou a um ano e sete meses de prisão um pivete de 12 anos de idade que penetrou na casa número 103 da Rua Barão de Ubá, às 13h, e da lá furtou dinheiro e objeto no valor de 400$000”.

A mão policial também era pesada. Até o surgimento do Código de Menores, os pequenos delinquentes recebiam o mesmo tratamento dispensado a bandidos, capoeiras, vadios e mendigos. Uma vez capturados, todos eram atirados indiscriminadamente na cadeia.

Em março de 1926, o Jornal do Brasil revelou a estarrecedora história do menino Bernardino, de 12 anos, que ganhava a vida nas ruas do Rio como engraxate. Ele foi preso por ter atirado tinta num cliente que se recusara a pagar pelo polimento das botinas. Nas quatro semanas que passou trancafiado numa cela com 20 adultos, Bernardino sofreu todo tipo de violência. Os repórteres do jornal encontraram o garoto na Santa Casa “em lastimável estado” e “no meio da mais viva indignação dos seus médicos”.

Em 1922, uma reforma do Código Penal elevou a maioridade de 9 para 14 anos. Com o Código de Menores de 1927, chegou-se aos 18 e a prisão de crianças e adolescentes ficou proibida. Em seu lugar, teriam de ser aplicadas medidas socioeducativas, como se chamam hoje.

No caso dos delinquentes com idade entre 14 e 17 anos, o destino seria uma escola de reforma (ou reformatório), onde receberiam educação e aprenderiam um trabalho. Os menores de 14 anos que não tivessem família seriam mandados para a escola de preservação, uma versão abrandada do reformatório. Os mais novos com família poderiam voltar para casa, desde que os pais prometessem às autoridades não permitir que os filhos reincidissem.

Extenso e minucioso, o código se dividia em mais de 200 artigos, que iam além da punição dos pequenos infratores. Normatizavam desde a repressão do trabalho infantil e dos castigos físicos exagerados até a perda do pátrio poder e a criação de tribunais dedicados exclusivamente aos menores de 18 anos.

No Brasil da virada do século 19 para o 20, uma parcela considerável da população vivia na miséria. Com o fim da escravidão, em 1888, os negros e suas famílias se viram abandonados de uma hora para a outra, elevando as estatísticas da pobreza. A ainda tímida industrialização atraía gente do campo, mas não conseguia absorver toda a mão de obra disponível. As cidades inchavam, e o desemprego e a criminalidade disparavam.

Às crianças e aos adolescentes restavam dois caminhos. Ou trabalhavam, submetidos a serviços pesados ou perigosos, jornadas exaustivas e pagamentos irrisórios. Trabalhadores imberbes eram vistos operando máquinas nas indústrias, vendendo bilhetes de loteria nas ruas e participando das colheitas nas fazendas.

Ou então perambulavam pelas ruas das cidades grandes, como Rio e São Paulo, agrupados em “maltas”, como se dizia, cometendo roubos, aplicando golpes, pedindo esmolas ou simplesmente vadiando. Naquela altura, as escolas públicas eram raras e estavam reservadas para os filhos das classes abastadas.

A Gazeta de Notícias, numa reportagem de fevereiro de 1929, explicou o problema das ruas para as crianças: “Aí aprendem coisas que não deveriam ou não precisariam saber: encontram más companhias que os desencaminham, adquirem vícios e maus costumes, deslizam para a vadiagem, a mendicidade, a libidinagem, a gatunagem e outras formas de delinquência”.

Documentos preservados no Arquivo do Senado, em Brasília, revelam que os senadores foram protagonistas no longo processo que culminou na criação do Código de Menores de 1927.

Um dos pioneiros da causa infantil foi o senador Lopes Trovão (DF). Ainda no final do século 19, ele subiu à tribuna do Palácio Conde dos Arcos, a sede do Senado, no Rio (que tinha o status de Distrito Federal), para dizer que era inaceitável a apatia do poder público diante das crianças abandonadas e delinquentes.

— Ao Estado se impõe lançar olhos protetores, empregar cuidados corretivos para a salvação dos pobres menores que vagueiam a granel, provando nas palavras que proferem e nos atos que praticam não ter família. Se a têm, esta não lhes edifica o coração com os princípios e os exemplos da moral — discursou ele em setembro de 1896.

Patriarcalismo
Para o senador, o Estado precisava ter poder para retirar de casa e internar em escolas especiais as crianças que não recebessem dos pais a devida educação moral. Segundo ele, vários países avançados já subtraíam o pátrio poder das famílias negligentes, como os Estados Unidos, a França e a Inglaterra.

Lopes Trovão acreditava que os cidadãos de sua geração já estavam corrompidos e não seriam capazes de tirar o Brasil do atraso social e conduzi-lo à civilidade. Para ele, a solução seria apostar todas as fichas nas crianças.

— Temos uma pátria a reconstituir, uma nação a formar, um povo a fazer. Para empreender essa tarefa, que elemento mais dúctil e moldável a trabalhar do que a infância? São chegados os tempos de trabalharmos na infância a célula de uma mocidade melhor, a gênese de uma humanidade menos imperfeita. Preparemos na criança o futuro cidadão capaz de efetuar a grandeza da pátria dentro da verdade do regime republicano.

Muito embora o senador Lopes Trovão já fosse uma figura respeitada por ter militado na linha de frente dos movimentos abolicionista e republicano, o projeto de Código de Menores que ele apresentou em 1902 terminou engavetado.

O senador Alcindo Guanabara (DF) foi outro expoente na defesa da “infância desvalida”. Em agosto de 1917, ele fez um enfático pronunciamento em que buscou convencer os colegas da necessidade urgente de um Código de Menores:

— São milhares de indivíduos que não recebem senão o mal e que não podem produzir senão o mal. Basta de hesitações! Precisamos salvar a infância abandonada e preservar ou regenerar a adolescência, que é delinquente por culpa da sociedade, para transformar essas vítimas do vício e do crime em elementos úteis à sociedade, em cidadãos prestantes, capazes de servi-la com o seu trabalho e de defendê-la com a sua vida.

O projeto que o senador redigiu em 1917 também acabou sendo arquivado. Em 1906, como deputado federal, Alcindo Guanabara já havia apresentado uma proposta semelhante, que tampouco avançou. Outra tentativa de criação do Código de Menores foi feita em 1912, pelo deputado João Chaves (PA).

Desde o discurso de Lopes Trovão, passaram-se mais de 30 anos até que o Código de Menores fosse aprovado. Foram vários os motivos da demora. Um deles, segundo estudiosos do tema, foi a 1ª Guerra Mundial (1914–1918), que reduziu a mera frivolidade qualquer discussão em torno da infância. Outro entrave foi o patriarcalismo.

— Os senadores e deputados faziam parte daquela sociedade patriarcal e não queriam perder o poder absoluto que tinham sobre suas famílias até então. O Código de Menores mudava essa realidade, permitindo que o Estado interviesse nas relações familiares e até tomasse o pátrio poder — explica a historiadora Sônia Camara, autora do livro Sob a Guarda da República (Quartet Editora), que trata das crianças da década de 1920.

O historiador Eduardo Silveira Netto Nunes, estudioso da evolução das leis da infância, vê um terceiro motivo. De acordo com ele, uma parcela dos parlamentares tinha aversão às propostas de Código de Menores porque a construção dos reformatórios, escolas e tribunais previstos na nova lei exigiriam o aumento dos impostos.

— Até então, o governo estava ausente das políticas sociais. Sua atuação se resumia à repressão policial. O Código de Menores apareceu como o prenúncio do que viria a partir dos anos 30, com Getúlio Vargas, que transformaria o governo no grande administrador da sociedade e colocaria as políticas sociais como prioridade. Vargas, por exemplo, trouxe uma série de direitos trabalhistas.

Na entrada da década de 20, os obstáculos começaram a cair. No governo Epitácio Pessoa, o advogado e ex-deputado José Cândido Mello Mattos foi encarregado de reformular o projeto do senador Alcindo Guanabara e passou a conduzir o movimento. Por influência dele, o Congresso aprovou uma série de leis relativas à infância que abririam caminho para a criação do Código de Menores. Na época, a lei ficou conhecida como Código Mello Mattos.
COMO ERA O CÓDIGO DO MENOR DE 1927

Fonte: Agora na Bahia

Menina de 12 anos tenta fugir com desconhecido e mãe se desespera (vídeo)

Um vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (16), mostra uma mãe desesperada, por conta de sua filha, de 12 anos, que teria conhecido um homem através do aplicativo WhatsApp e planejava fugir com ele.

Nas imagens, a mulher aparece desnorteada, enquanto acusa o homem de estuprador: “Sabe o que é que essa porcaria ia fazer com você? Te estuprar. Ele ia te usar. Fazer você se prostituir. Eu nunca mais ia saber notícias suas”, grita.

Pessoas que estavam no local afirmaram que o homem teria dito que a menina era filha dele. “Você merece morrer. Nem cadeia você merece”, diz a mãe, apontando o dedo para o rapaz. Diante da cena, pessoas tentam bater no homem e gritam: “Isso é pedofilia”. Ainda não há informações sobre o local onde foi realizada a filmagem.

Vídeo abaixo:

Fonte: Macaubense Life