' ANGICO NO AR: Estrela similar ao Sol abriga quatro planetas parecidos com a Terra

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Estrela similar ao Sol abriga quatro planetas parecidos com a Terra

Uma equipe internacional de astrônomos descobriu quatro planetas, com dimensões similares à da Terra, orbitando uma estrela parecida com o Sol, sendo que duas estão na chamada zona habitável, com possibilidade de água líquida na superfície. Com cerca de 78% da massa do nosso Sol e 5,8 bilhões de anos, tau Ceti está localizada a 12 anos-luz, sendo visível a olho nu.

A descoberta foi liderada por Fabo Feng, da Universidade de Hertfordshire, e foi aceita para publicação na revista “Astronomical Journal”. Até então, outros estudos já identificaram planetas na “vizinhança” do Sistema Solar, mas todos orbitando anãs vermelhas, consideradas frias em relação a outras estrelas. É isso o que torna a descoberta mais relevante.

As estrelas parecidas com o Sol são as mais prováveis para a descoberta de planetas habitáveis, como a Terra. Diferente das anãs vermelhas Proxima Centauri e Trappist-1, tau Ceti é muito similar ao Sol em tamanho e luminosidade, e ambas as estrelas abrigam sistemas planetários, incluindo planetas rochosos.

Usando uma técnica de velocidade radial, que mede as variações gravitacionais na estrela, os pesquisadores estimaram que os planetas têm órbitas de 20 dias (tauCeti g), 43 dias (tauCeti h), 160 dias (tau Ceti e) e 600 dias (tau Ceti f). Os dois primeiros têm massa de aproximadamente 1,7 Terras, e os últimos, de 3,9 Terras, classificados como super-Terras.

Dois dos quatro planetas são candidatos a mundos habitáveis, por estarem na distância considerada ideal da estrela para possuírem água em estado líquido. Contudo, a presença de um cinturão de asteroides circundando tau Ceti reduz as possibilidades de vida, por causa do intenso bombardeamento por asteroides e cometas.

— Não importa como olhamos para a estrela, parece haver ao menos quatro planetas rochosas a orbitando — afirmou Mikko Tuomi, coautor do estudo. — Estamos lentamento aprendendo a diferenciar as ondulações causadas por planetas e pela atividade da superfície estelar. Foi isso que nos permitiu identificar a existência dos dois planetas externos, potencialmente habitáveis, no sistema.