' ANGICO NO AR: Secretário de Educação de Jequié tenta minimizar repercussão negativa das “mochilas” (vídeo)

terça-feira, 9 de maio de 2017

Secretário de Educação de Jequié tenta minimizar repercussão negativa das “mochilas” (vídeo)

O tamanho de mochilas escolares distribuídas a alunos do ensino municipal pela prefeitura de Jequié, localizada na região sudoeste da Bahia, virou piada na internet. Isso porque tanto os alunos dos últimos anos do ensino fundamental 2 como os das creches da cidade, com idades até seis anos, receberam mochilas padronizadas com o mesmo tamanho.

Para os estudantes menores, a mochila é muito grande, e os pequenos chegam a caber dentro do utensílio. Conforme a prefeitura de Jequié, a Secretaria de Educação da cidade deu início à entrega de kits escolares na última sexta-feira (5) aos quase 18 mil alunos da rede pública de ensino. Além das mochilas, os kits contêm camisetas e uma espécie de pochete para que os alunos possam guardar materiais como lápis, canetas e borrachas. As camisetas, no entanto, têm o tamanho de acordo com a idade dos alunos. Incomodado com a repercussão negativa, o secretário de Educação de Jequié, Roberto Gondim, falou sobre o caso.

Gondim reconheceu que houve erro ao não prever um quantitativo de mochilas em tamanho menor para crianças também menores. Ele explica que teve que correr contra o tempo para concluir a licitação antes do encerramento das matrículas dos estudantes. Assim, no momento em que o edital foi lançado, ainda não havia uma estimativa do total de alunos matriculados.

Vencida por uma empresa de Santa Catarina, a licitação previa a aquisição de 18 mil mochilas, 18 mil estojos contendo itens como lápis, borracha, caneta, dentre outros, e 36 mil camisas para fardamento escolar. O montante envolvido em toda a compra chegou a R$ 467,8 mil. Somente as mochilas custaram R$ 205,2 mil, o que representa R$ 11,40 por unidade.

“Quando assumimos a prefeitura, éramos oposição à gestão anterior. Tomamos posse sem um processo de transição, identificamos que a rede municipal de ensino, que já teve 21 mil estudantes, fechou com 13 mil e precisávamos, num espaço recorde da posse até o início do ano letivo, atrair novos alunos”, conta Gondim, apontando o cenário em que o kit foi adotado como estratégia para conseguir os 4 mil novos alunos matriculados.

Ao ver a repercussão da polêmica envolvendo as mochilas dos estudantes, o secretário tentou minimizar as críticas. “Abro aqui um parentêses, quando vou levar meu filho na escola particular, as mochilas geralmente são maiores que os alunos. A mochila é para os pais ou responsáveis carregarem. Até porque há uma norma do Ministério da Saúde para que as crianças não carreguem peso”, frisou. Gondim também disse que chegou a achar as montagens engraçadas e criticou o uso político do caso.
Fonte:G1 Bahia / Bocão News. Vídeo: Record News