' ANGICO NO AR: Deputada dedica “sim” à gestão do marido e ele é preso pela PF em seguida

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Deputada dedica “sim” à gestão do marido e ele é preso pela PF em seguida

Menos de 12 horas após a deputada Raquel Muniz (PSD) justificar o voto a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) à gestão do marido, que é prefeito da cidade de Montes Claros, em Minas Gerais, Ruy Adriano Borges Muniz (PSB) foi preso pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (18). "Meu voto é em homenagem às vítimas da BR-­251. É para dizer que o Brasil tem jeito e o prefeito de Montes Claros mostra isso para todos nós com sua gestão", afirmou a parlamentar durante sessão na Câmara.

E essa não foi a primeira vez que a deputada exaltou o trabalho do marido no combate a corrupção. "Não podemos mais permitir essa situação. Em Montes Claros, minha cidade natal, o Prefeito Ruy Muniz, senhoras e senhores, criou a Secretaria de Prevenção à Corrupção. E, lá, temos lutado para dar mais qualidade de vida aos montes-clarenses, para garantir dignidade à nossa gente", disse.

Mas, de acordo com a Polícia Federal, o prefeito é suspeito de usar de meios fraudulentos para inviabilizar o funcionamento dos hospitais Santa Casa, Universitário Clemente Faria, Aroldo Tourinho e Dilson Godinho, em Montes Claros, segundo informações do G1.

A prisão, que aconteceu em caráter preventivo, faz parte da operação "Máscara da Sanidade II - Sabotadores da Saúde", que vai cumprir quatro mandados de busca e apreensão na prefeitura e secretaria de Saúde da cidade.

Do R7 abaixo:
Além dele, a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva contra a atual secretária de saúde do município, Ana Paula Nascimento. Eles são acusados de prejudicar hospitais públicos da região com o intuito de favorecer a unidade de saúde que pertence e é gerida pelo prefeito e seus familiares.

A ação visa o cumprimento de oito mandados judiciais, sendo quatro de busca e apreensão, dois de busca pessoal e dois de prisão preventiva, todos autorizados pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília.

Conforme as investigações, os acusados tentaram obstruir o funcionamento dos hospitais públicos e filantrópicos da cidade, como o Hospital Clemente Faria e a Santa Casa de Misericórdia. As instituições atendem mais de 1,5 milhão de pessoas em 86 municípios do norte do Estado. Em outubro de 2015, prefeito e secretária promoveram a retirada de cerca de 26 mil consultas especializadas e 11 mil exames das unidades públicas de saúde, deixando de prestar os correspondentes serviços pela rede municipal, causando graves prejuízos à população de quem os serviços foram suprimidos.

Com isso, os acusados pretendiam favorecer ao Hospital das Clínicas Mario Ribeiro da Silveira, pertencente e gerido, de fato, pelo prefeito municipal, seus familiares e respectivo grupo econômico.Os presos, já denunciados junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de falsidade ideológica majorada, dispensa indevida de licitação pública, estelionato majorado, prevaricação e peculato). Se condenados, as penas máximas aplicadas aos crimes ultrapassam 30 anos.

Por telefone, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que vai se pronunciar sobre o assunto em nota oficial que ainda será divulgada.